sábado, 21 de abril de 2018

Visita de Estudo do 11ºano: a água no nosso quotidiano


As turmas A, B e C do 11.º ano da ES Cristina Torres tiveram mais um dia diferente! No passado dia 20 de abril visitaram a Barragem de Castelo do Bode e o Oceanário de Lisboa, acompanhados pelos professores Sandra Neves, António Carqueijeiro e Rosário Madalena. A visita esteve integrada no Projeto Eco-Escolas e foi dinamizada no âmbito das disciplinas de Física e Química A e de Biologia e Geologia.
Rondavam as 7h30min quando saímos do portão da escola, rumo a sul, ao desconhecido, movidos pelo espírito de curiosidade e de aventura. Chegámos ainda cedo à Barragem de Castelo do Bode. Os alunos foram divididos em dois grupos, ambos guiados por trabalhadores da central, que lamentam o efeito da era tecnológica na diminuição do pessoal que trabalha nesta central hidroelétrica. Um deles, o Sr. Vítor Rendeiro, trabalha lá desde os 14 anos e conhece a barragem «de olhos fechados». A visita às instalações permitiu que os alunos observassem, “ao vivo e a cores”, aquilo que já conheciam dos esboços nos exercícios e nos manuais de Física – as turbinas movidas à força da água e o modo como geram energia elétrica. Esta visita permitiu uma viagem pela história da barragem, inaugurada em janeiro de 1951, pelo então Presidente da República, Marechal Óscar Carmona. Em alguns números, que pecam por serem redondos, podemos falar numa capacidade útil de 1 095 biliões de litros de água na albufeira, sustentada por um muro de barragem com 115 metros. A central hidroelétrica produz algo como 1 427 400 000 000 000 joules de energia por ano.
Seguimos rumo ao Parque das Nações, onde almoçámos. Pouco faltava para as 3h quando entrámos no Oceanário de Lisboa. Surgiu no âmbito da Expo’98, tem desenvolvido a sua atividade de divulgação dos oceanos e dos seus habitantes, bem como a de promoção da preservação dos ecossistemas marinhos. Começámos a visita pela Exposição Temporária «Florestas Submersas by Takashi Amano», um espaço que se apresenta como propício à reflexão sobre a beleza destas «florestas submersas» e sobre a ação do homem contra elas, apresentando as florestas tropicais como um dos habitats mais ricos e diversos da Terra (pois integram cerca de 50% da biodiversidade do nosso planeta, apesar de apenas ocuparem 6% da superfície terrestre). A exposição permanente do Oceanário de Lisboa leva-nos a conhecer de perto os mais variados «habitantes do oceano» - lontras, tubarões, anémonas, raias, peixes-palhaço, cirurgiões-patela e muitas outras espécies que pareciam, pontualmente, remeter para o filme «À procura de Nemo» (Disney Pixar) que marcou a infância dos alunos visitantes. Grande parte das atenções virou-se para o aquário central com 5 000 000 de litros e para as mais de 40 espécies que por lá vagueiam.
Em suma, foi um dia dedicado à importância que a água tem no nosso planeta: como fonte de energia utilizada para a produção de eletricidade e como habitat para milhares de espécies que necessita de ser preservado. Docentes e alunos mostraram-se satisfeitos com esta visita. 

Gonçalo Margato (Clube de Jornalismo) 

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