segunda-feira, 7 de maio de 2018

E fomos conhecer o Salgado

 No passado sábado, foi tempo de “Vamos conhecer o Salgado”. Esta atividade resultou das sinergias criadas pela nossa Escola (via Peses, Eco-escolas e projeto a concurso Ilídio Pinho) e pela Câmara Municipal e enquadrava-se no mês do Coração. Pretendia sensibilizar para a importância de ter uma alimentação saudável e fazer exercício regular, como formas de prevenção das doenças cardiovasculares. 

Uma vintena de pais, alunos e professores aderiu a esta iniciativa e, após concentração e embarque no autocarro municipal junto à Escola, seguimos para o Núcleo Museológico do Sal. 
O dia fez-se anunciar com um sol esplendoroso e estavam reunidas as condições para uma manhã bem passada, de aprendizagem de coisas novas, mas também de convívio e de fruição da Natureza. 
A abrir os trabalhos, “a nossa” Margarida Amaral, professora e nutricionista, brindou-nos com uma palestra descontraída e interativa sobre alimentação e doenças cardiovasculares, em que houve espaço para os contributos e as dúvidas dos presentes, tendo sido destacada a salicórnia, uma planta halófita que pode ser usada como forma de enriquecer a dieta alimentar e ajudar controlar o consumo de sal. 
Seguiu-se uma apresentação da guia do Núcleo, D.ª Jaqueline, que, para além de se mostrar profunda conhecedora de toda a história das salinas, dos costumes da região e de muitos outros temas, conseguiu fazer uma abordagem com uma naturalidade e uma simpatia cativantes.
Para além da vertente histórica, destacou também as potencialidades comerciais do sal integral e da flor do sal extraídos das 65 salinas em atividade, a atração turística associada à visita às salinas e a possibilidade de sucesso futuro da talassoterapia. Pudemos ainda observar a excelente coleção de artefactos associados ao mar. 
Seguiu-se a caminhada pela rota das salinas, onde fomos guiados pelas jovens investigadoras Cátia e Inês, do Marefoz, que responderam a todas as questões e satisfizeram todas as curiosidades. Ao longo do percurso, tivemos o privilégio de nos deleitar com sensações únicas que a natureza, mesmo humanizada, nos consegue transmitir. Sentimo-nos inebriados pelos odores do campo, pelos exuberantes flamingos e pela sensação de paz e quietude que o local transmite aos seus visitantes. 
No final, o Chefe João, de uma simpatia e simplicidade transbordantes, brindou-nos com uns deliciosos petiscos em que a salicórnia foi rainha. 
Manhã diferente, manhã ganha, valeu a pena. Foi esse o sentimento geral.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Publicação do momento

Cristina Torres está na 6.ª edição do Projeto Ler+ Jovem